[b]if ((numero % 2) == 0) // se o Resto(%) for 0 é par caso contrário impar System.out.println("Número par!!") else System.out.println("Número impar!!")[/b] public class Exemplo { public static boolean isImpar(int numero) { return numero % 2 != 0; } public static void main(String[] args) { for (int i = 1; i <= 10; i++) { if ( isImpar(i) ) { System.out.println(i + " é impar"); } else { System.out.println(i + " é par"); } } } }
Alguns Heroes

Takeda Shingen

     Takeda Shingen (1 de dezembro de 1521-13 de maio de 1573) nasceu em Shinano, na província de Kai. Foi um proeminente daimyo, ou senhor feudal com prestígio militar, que procurou o controle do Japão, na fase tardia do Sengoku.

     De nome Takeda Katsuchiyo, teve seu nome trocado para Takeda Harunobu com autorização doxogun Ashikaga Yoshiharu. Em 1559, mudou novamente o nome, desta vez para Takeda Shingen. Shin significa acreditar/crer e Gen significa preto (ambos em chinês). Preto e a cor da verdade e da intligência no budismo. Ele também e conhecido como Tigre de Kai.

     Shingen era conhecido por sua forte preocupação com seu exército e seu senso de justiça, era impiedoso com criminosos e não admitia atos desleais. Nunca construiu nenhum castelo ou cidade para estabelecer a ele e seu exército, houve um período em que ele viveu em uma mansão em Kofu, dispensando um castelo, que seria muito mais seguro, pois dizia ter mais fé na lealdade de seu povo que nas paredes de uma fortificação. Ele acreditava que a vida fácil e afortunada poderia arruinar a lealdade de seus guerreiros para com ele, pois acreditava que, se os seus bushi vissem na sua fortaleza, poderiam ser mais invencíveis que quaisquer outros.

     Shingen foi o primeiro filho de Takeda Nobutora, líder do clã Takeda e daimyo de Kai. Auxiliou o pai na administração da província e no relacionamento dentro e fora do clã, tornando-se desde jovem influente reconhecido em seu clã. Em algum momento rebelou-se contra o pai. Nobutora então escolheu como sucessor, seu outro filho Takeda Nobushige. Shingen entao tomou o poder, enviando seu pai para a província de Suruga, onde ele ficou sobre custódia do clã Imagawa, formando uma aliança entre os dois clãs. Sucedeu seu pai no comando do clã aos 21 anos.

     Seu primeiro ato após obter total controle do clã, foi conquistar os arredores de Kai, começando por toda Shinano. Os maiores daimyos de Shinano marcharam juntos na esperança de neutralizar o clã Takeda antes que ele tivesse chance de expandir seus domínios. Esperando derrota-lo em Fuchu onde Shingen reuniria tropas, foram surpreendidos pelo repentino ataque das forças Takeda quando ainda estavam em Sezawa. Aproveitando-se da confusão Takeda Shingen venceu a batalha rapidamente, partindo imediatamente para a conquista de Suwa, no cerco de Kuwabara, antes de mover-se para a central de Shinano e derrotar Tozawa Yorichika e Takato Yoritsugu. Em Uehara, Murakami Yoshikyo derrotou dois generais de Takeda vencendo a batalha, para logo após ser derrotado pelo Tigre de Kai. Murakami abandonou a região e refugiou-se sobre a proteção do clã Uesugi. Após a conquista de Shinano, Takeda Shingen enfrentou Uesugi Kenshin, o Dragão de Echigo, que se tornou se maior rival. A rivalidade dos dois se tornou lendaria e eles se enfretaram cinco vezes na batalha de Kawanakajima. Essas batalhas eram em geral compostas de pequenas escaramuças. O único grande conflito foi na 4ª batalha de Kawanakajima

Onde as forças de Uesugi conseguiram abrir uma trilha através das forças de Takeda, permitindo que o Tigre de Kai e o Dragão de Echigo se confrontassem num combate homem a homem. Uesugi Kenshin partiu sobre seu cavalo atacando com sua espada mas Takeda Shingen conseguiu se defender, com seu gunpai, do que seria o golpe fatal. Não se pôde determinar quem venceu esse combate particular e nem a batalha, já que ambos perderam muitos soldados, porém Takeda Shingen perdeu um importante general, Yamamoto Kansuke, além de seu irmão, Takeda Nobushige.

     Gunpai seria esse tipo de "leque" só que feito de um material mais ressistente.

     Depois disso, o clã Takeda sofreu com duas perdas. Takeda Shingen descobriu dois planos para acabar com ele. Um foi de seu primo, Katanuma Nobumoto, que foi ordenado a cometer seppuku. E o outro, poucos anos depois, de seu próprio filho, Takeda Yoshinobu. Seu filho foi confinado em Tokoji, onde morreu dois anos depois. Não está certo se essa morte foi natural ou ordenada por Shigen. Isto deixou Shingen sem herdeiro, por um tempo, entretanto ele teve mais filhos, sendo sucedido por seu 4º filho, Takeda Nobumori.

     Em 1564, depois de ter derrotado completamente Shinano e ter conquistado alguns castelos dos Uesugi, Shingen manteve seu reino razoavelmente controlado, tendo como incidentes apenas casuais invasões e problemas internos. Durante este período, ele ordenou a construção da ponte Fuji que foi a maior atividade de seu tempo.

     Depois que Imagawa Yoshimoto (uma aliado de Takeda Shingen) foi morto por Oda Nobunaga, Shingen atacou Imagawa, agora sobre a liderança do incompetente Imagawa Ujizame, filho de Yoshimoto. Uma aliança foi formada entre o clã Takeda e o clã Tokugawa para a tomada das terras de Imagawa.

     Em 1570, as tropas de Ieyasu capturaram a Província de Totomi, enquanto as tropas de Shingen capturavam a Província de Suruga(incluindo a capital dos Imagawa, Sumpu). Tão logo as terras foram conquistadas, Takeda Shingen atacou Tokugawa Ieyasu.

     Quando ele tinha 49 anos, era o único daimyo com o necessário poder e habilidades táticas que poderia deter os planos de Oda Nobunaga de unificar o Japão sob seu comando. Takeda Shingen enfrentou as forças de Tokugawa Ieyasu (aliado de Oda Nobunaga) em 1572, capturou Futamata, avançou e uma vez mais se enfrentaram na batalha de Mikatagahara. Em Mikatagahara, Shingen derrotou um exército combinado de forcas Tokugawa e Oda porém a vitória não foi decisiva.

     Depois de derrotar Ieyasu, Shingen avançou para Mikawa, mas morreu doente em seu acampamento.

     Após a morte de Takeda Shingen, Takeda Katsuyori, seu 4º filho, tornou-se daimyo do clã Takeda. Ambicioso, ele quis manter o legado do pai e avançou com suas tropas para Mikawa. Oda Nobunaga apoiou Tokugawa Ieyasu e massacraram a famosa cavalaria do clã Takeda utilizando entre 1000 e 3000 homens armados com arcabuz (soldados de Nobunaga), na batalha de Nagashino. Após, Ieyasu derrotar finalmente os Takeda na batalha de Temmokuzan. Katsuori cometeu suicidio depois da batalha e o clã Takeda nunca mais se recuperou.

     simbolo que distinguia o cla takeda era usado por seus guerreiros estampados em roupas,armadura,etc.

Ieyasu Tokugawa

       Ieyasu Tokugawa, o destemido senhor da guerra

     Ele foi o primeiro, em séculos, a fazer jus ao título de xogum. Eliminou os inimigos, submeteu o país todo à sua vontade e inaugurou uma dinastia que governou o Japão por 265 anos

     De cada lado do desfiladeiro há mais de 80 mil homens. Alguns enchem seus mosquetes com pólvora e chumbo, outros desatam suas longas espadas da cintura. Todos vestem armaduras parecidas e apenas pedaçoos de papel colorido amarrados na bainha da espada ou da roupa os diferenciam em meio ao forte nevoeiro que desce com o nascer do dia Com um sinal de sua bandeira,o velho senhor da guerra Ieyasu Tokugawa sinaliza a seus homens que é hora de derramar o sangue daqueles que o desafiaram!. A mais decisiva das batalhas travadas em solo japonês, enfim, começa.

     Era 21 de outubro de 1600, o dia em que um Japão unificado começou a emergir. A batalha de Sekigahara, que causou mais de 30 mil mortes, pôs fim às disputas entre senhores feudais. A partir dali, todos obedeceriam a um só líder: o xogum Tokugawa, o mais poderoso de todos os detentores do título até então.

     Desde o século 12, o único poder reconhecido na maior parte do Japão era exercido por uma espécie de governo militar, o bakufu. O líder máximo desse sistema era o xogum, um título equivalente ao de um generalíssimo, ou seja o supremo comandante. Seu poder advinha diretamente da força de seu exército e da capacidade que ele tinha de manter a paz ou de promover a guerra com os feudos descontentes. Nessa época, o imperador era uma figura eminentemente simbólica e exercia apenas um papel religioso. Segundo a religão xintoísta, ele era o próprio deus na terra, mas, na prática, ele não apitava nada na vida política ou militar do Japão.

     Quem detinha o poder de fato eram os daimiôs, que controlavam grandes propriedades de terra e, com isso, a vida econômica e social de camponeses que compunham a maioria da população japonesa. Com o tempo, o posto de xogum, que era ratificado pelo próprio imperador, também se transformou num título apenas simbólico, já os daimiôs que não contavam com a proteção do imperador e do xogum, acabavam criando seu próprio exército e nomeando seu próprio general. "Sem autoridade central, o país formado por mais de 250 superfeudos era palco de lutas encarniçadas entre os clãs". "A partir do século 14, a disputa pelo poder se tornou ainda mais intensa, e o país mergulhou em uma guerra civil sem precedentes"..

Pais da pátria

     A instabilidade durou quase 200 anos, com a alternância de xoguns no poder. A coisa começou a mudar em 1560, quando o general Oda Nobunaga desafiou o poder do xogum Imagawa Yoshimoto. Para apoiar Nobunaga varios daimiôs enviaram seus samurais-guerreiros que atuavam como guarda-costas e eventual tropa de choque dos donos de terra. Entre os novos aliados de Nobunaga estava o jovem Ieyasu. Filho de um pequeno daimiô, ele passara boa parte de sua infância como refém de Yoshimoto. A prática, comum na época, era uma forma do xogum garantir a lealdade dos daimiôs. Afinal, quem se metesse a besta estaria condenando o próprio filho. Com a morte daquele que o mantinha preso, Ieyasu se juntou ao mais temido exército de samurais da época.

     As traições eram tão comuns quanto as demonstrações de lealdade eram radicais. Nobunaga exigiu que Ieyasu ordenasse a morte da própria esposa e seu filho mais velho, suspeitos de conspirarem contra seu clã, Ieyasu não teve dúvidas, ou pelo menos não as demonstrou. Ele cumpriu as ordens, manteve a confiança do líder e tornou-se um de seus comandantes mais próximos.

      Em 1566, tanta dedicação foi recompensada e Ieyasu recebeu terras e se tornou um poderoso daimiô. "Nessa epoca, adotou o nome Tokugawa, o que significa que ele estava fundando um novo clã, uma honra reservada a poucos".

     Oda Nobunaga foi o primeiro dos xoguns a desejar a unificação do poder no Japão. "Com a chegada de estrangeiros-portugueses em 1543- e em seguida holandeses e ingleses, e o desenvolvimento do comércio, passou a ser interessante a existência de um poder central." Em 15 anos, Nobunaga conquistou metade do país, mas não teve tempo de concluir o que começou. Atingido durante uma rebelião, ele preferiu cometer suicídio a morrer vítima de um ferimento causado pelo inimigo. "Segundo o código de honra da época, a morte auto-infligida era muito mais nobre".

     Nada como a sucessão de um líder morto para dividir antigos aliados. Depois de uma série de batalhas, Toyotomi Hideyoshi, um dos samurais de Nobunaga ascendeu ao poder, e Ieyasu passou a ser visto como um opositor. E, como de praxe, tudo acabou num sangrento combate. “Não está claro quem tomou a iniciativa. Se Ieyasu tentava tomar o poder, ou se Hideyoshi visava eliminar um possível concorrente". O certo é que Ieyasu foi derrotado, jurou fidelidade a Hideyoshi e enviou a ele um de seus filhos como garantia. Em seguida, Hideyoshi enviou Ieyasu para Kanto, uma região recém-conquistada ao norte. O líder Tokugawa partiu com mala e cuia e centenas de vassalos em direção a Edo, um vilarejo que, mais tarde, ganharia o nome de Tóquio.

     Seguidor dos planos de unificação de Nobunaga, Hideyoshi e considerado por alguns especialistas como o primeiro a exercer o poder central no Japão. Além disso, ele foi o pai das iniciativas imperialistas do país. "Livre de inimigos internos, Hideyoshi queria atravessar o sudeste da Asia, conquistar a China e ir até a india e a Pérsia". Em duas tentativas de guerrear fora de seu território, em 1592 e 1597, no entanto, suas tropas não conseguiram ir além da Coréia. Decepcionado, o todo poderoso líder samurai morreu no mesmo ano da segunda expedição.

     Mas antes disso ele havia feito seus comandantes jurarem fidelidade ao filho, o pequeno Hideyori. Após a morte do líder formou-se um comitê de regentes para governar até que Hideyori crescesse. Um deles, no entanto, não pretendia esperar: Ieyasu Tokugawa.

Sekigahara

     Desde a morte de Hideyoshi, dois grupos se enfrentaram numa delicada disputa pelo poder. Se o cenário parece conhecido é porque o conflito entre os Tokugawa e os Toyotomi serviu de inspiração para o escritor James Clavell criar o romance Shogun, que fez tremendo sucesso na década de 1980.

     Ieyasu Tokugawa era o lado mais fraco nesse confronto. Ele contava com o apoio de alguns daimiôs, mas sabia que eles eram pessoas conservadoras e que tendiam a apoiar o herdeiro legítimo e, portanto, desconfiava da lealdade da maioria. Enquanto isso, seu rival, Mitsunari Ishida, tinha o apoio de um número maior de daimiôs e o peso da autoridade dos Toyotomi.

     Em agosto, manobras e intrigas chegaram ao fim. Kagekatsu Uyesugi, membro do Conselho de Regentes e partidário dos Toyotomi, reuniu um exército de 60 mil homens e partiu para enfrentar Tokugawa. Ao mesmo tempo, Ishida entrou em ação e armou um exército de samurais com o objetivo de cercar Tokugawa em Edo.

     A derrota parecia inevitável. Mas Ieyasu tinha seus próprios planos. Embora a maior parte de seu exército permanecesse reunida em Edo, ele havia se instalado, junto com um grupo de samurais experientes, numa fortaleza em Fushimi, situada entre Edo e o inimigo que avansava. "A resistência em Fushimi visava retardar o inevitável". "Tokugawa sabia que logo teria de enfrentar Ishida e os demais regentes, mas o que ele queria é que a batalha ocorresse em algum local do distrito de Kinki, uma região repleta de altas montanhas, florestas e pequenas vilas controladas por daimiôs independentes".

     A estratégia era arriscada e para lá de ousada. Em Kinki viviam os grupos de shinobi-nin-terroristas, espiões e mercenários, também chamados de ninjas, cuja habilidade nas artes marciais já naquele tempo se tornara lendária. Tokugawa sabia que, embora fossem poucos e difíceis de atrair, valia a pena arriscar. Para convencê-los a lutar, ele tinha um trunfo. Entre seus comandantes estava Munenori Yagyu, cujo pai era um dos daimiôs mais influentes da região de Kinki. Tokugawa convocou-o a interceder junto ao pai para que esse pedisse o apoio dos ninjas. A missão diplomática do jovem oficial foi definitiva para a história do Japão.

     O primeiro indício de que o jogo estava mudando em favor de Tokugawa foi o sucesso da resistência em Fushimi. Reforsado pelos ninjas de Kinki, os samurais de Tokugawa retiveram Ishida por semanas. Quando ele finalmente tomou o castelo e partiu para o cerco a Tokugawa, já era tarde demais. As tropas de Uyesugi haviam se desmobilizado. "Acredito que houve negociações entre Ieyasu e Uyesugi, para que este não se unisse a Ishida, o que foi definitivo para o resultado da batalha que se seguiria". Ishida apressou o passo e levou seu exército para a entrada de um vale em forma de "U", onde se reuniu com outros aliados. Embora suas forças agora estivessem em minoria, 90 mil soldados contra os 100 mil de Tokugawa ele ainda tinha uma chance: esperaria que Tokugawa atacasse, para então cercá-lo e ataca-lo por ambos os lados.

     Na noite da véspera da grande batalha, choveu forte no vale de Sekigahara. Em suas barracas os samurais verificavam as armaduras, preocupados com a lama que deixaria cada movimento muito mais difícil. Pela manhã ainda garoava quando as tropas de Tokugawa marcharam em direção a Sekigahara, imersos num denso nevoeiro. Só se ouviam os passos na lama e o ranger das armaduras ensopadas.

     A batalha começou quando os samurais de Ishida e Tokugawa deram de cara uns com os outros no meio do nevoeiro. "Sekigahara entrou para a história como uma batalha épica, mas para quem estava lá deve ter parecido apenas um grande tumulto". Partes do mesmo exército se atacaram, algumas se perderam e outras nem chegaram a entrar em ação. Foi o caso de mosqueteiros, que, impedidos de recarregar seus rifles, por causa da pólvora úmida, fugiram ou se misturaram a lanceiros e espadachins, todos tentando se manter de pé, no meio de um campo de batalha que os cavalos haviam transformado num lamaçal.

     Mesmo com toda confusão, ao espectador que pudesse ver a cena inteira, ainda pareceria que Ishida sairia vitorioso. Tokugawa havia reunido seus samurais na entrada do vale e Ishida tinha recuado, aguardando apenas que seu aliado Hideaki Kobayakawa atacasse o adversário pelas costas. Mas em vez de se lançar contra Tokugawa, Kobayakawa uniu-se a ele. No fim do dia, Ishida estava morto e sua tropa fugira.

     A vitória levou Ieyasu Tokugawa ao poder. E antes que os corpos fossem retirados dos campos de Sekigahara seu destino como sei-i-tai shogum, o governante militar do país, já estava traçado. Ao contrário de seus antecessores, Ieyasu trabalhou rápido para consolidar seu poder. Apesar de ter transferido oficialmente o título de xogum para seu filho Hidetada, em 1605, o velho guerreiro ainda não iria descansar. Hideyori, o herdeiro de seu maior inimigo havia crescido e desafiava a continuidade de sua dinastia. Em 1614, Ieyasu liderou dois ataques à fortaleza de Osaka. No segundo, capturou Hideyori e obrigou-o a cometer suicídio. Disposto a eliminar qualquer oposição, Ieyasu Tokugawa cortou a cabeça do filho de Hideyori e do neto de Hideyoshi, uma criança de 4 anos.

     Em 1616, Ieyasu morreu. Seu poder, no entanto, seria passado a seus descendentes, um a um, por 265 anos, num período conhecido como "Idade da Paz Ininterrupta".

Tóquio: a cidade do leste

Antiga vila de pescadores tornou-se a maior cidade do mundo

     Em 1590, quando chegou à foz do rio Sumida e avistou o mar, Ieyasu estava a cerca de 500 quilômetros do palácio imperial de Kyoto. Nada podia estar mais longe do centro do poder no Japão. Ao redor, notou uns barcos pesqueiros, nenhum comércio e pouca, pouquíssima gente. Se alguém lhe dissesse que ele estava olhando para o lugar que, 400 anos depois, seria uma das maiores cidades do mundo, nem mesmo sendo visionário e ambicioso como era, ele acreditaria. Desterrado para aquele fim de mundo, Ieyasu sabia que a intenção do todo poderoso Hideyoshi era afastá-lo do poder. Mas, no momento, não havia nada a fazer. Pelo menos a pesca e a água potavel eram fartas, além do Sumida, havia mais dois rios próximos, e os campos de guerra estavam distantes. Com Ieyasu chegaram mais ou menos duas mil pessoas entre seus vassalos, empregados e suas famílias. Por isso, a primeira coisa a fazer era construir casas e infra-estrutura para abrigar toda aquela gente. No que seria o centro da cidade de Edo, ele começou a erguer sua fortaleza. Para tanto, mandou trazer toneladas de pedras do sul. "Nos anos das obras do palácio mais estradas e pontes foram construídas na região do que jamais acontecera".

     Com a morte de Hideyoshi e a ascensão de Ieyasu ao posto de xogum, tudo seria diferente em Edo. A pequena vila foi rapidamente transformada em centro do poder Tokugawa. Além dos samurais-cujas residências ficavam em volta da fortaleza, a chegada de artesãos, comerciantes, camponeses e monges fez com que a população que era de 7 mil pessoas, em 1590, saltasse para 904 mil, em 1695, num dos maiores casos de densificação populacional da história. Ieyasu morreu em 1616, mas seus sucessores não pararam de promover o crescimento da cidade. Em 1635, uma lei promulgada por Iemitsu Tokugawa, neto do pioneiro, exigia que as esposas e os filhos primogênitos de todos os daimiôs do país fossem morar em Edo. Além disso, em anos alternados, os próprios daimiôs eram obrigados a passar uma temporada na cidade.

     Essa forma de controlar os movimentos dos antigos senhores da guerra, garantiu o poder dos Tokugawa e o crescimento de Edo por mais de 250 anos. Em 1868, uma grave crise economica aliada a pressoes internacionais pela abertura do pais causaram a queda do xogunato e o retorno do imperador Meiji. A corte foi transferida para a cidade, que passou a se chamar Tóquio. Hoje, pouco resta do apogeu de Edo na capital japonesa. O bairro de Nihonbashi, um dos mais antigos de Tóquio, marca o local das primeiras habitações. E apesar de não ser a mesma construção o prédio foi destruído na Segunda Guerra o palácio do atual imperador fica no exato lugar que abrigou a corte de Ieyasu.

A era Tokugawa

Mudanças iniciadas por Ieyasu influenciam japoneses até hoje

     "Seu poder era absoluto e ele tratou de mante-lo", Ieyasu iniciou uma revolução social e cultural que só se completaria anos mais tarde, porém muitas dessas mudanças já estavam presentes nos atos do primeiro Tokugawa. "Ele dividiu a sociedade em classes estritamente separadas. No topo ficavam os samurais, em seguida vinham os donos das terras, artesãos, comerciantes e camponeses". "Esse sistema manteve-se assim por mais de 250 anos". Outra obra dos Tokugawa foi o combate aos estrangeiros. Visando restringir o que considerava a má influência do cristianismo sobre a população, Ieyasu começou proibindo o acesso dos jesuítas ao país, num processo que só se agravaria, até que em 1633 fosse proibida a entrada de navios no Japão, assim como a saída de japoneses ao exterior.

      Apesar do isolamento, o comércio e a agricultura não pararam de crescer. Especialmente na era Genroku (1688-1703), em que a cultura floresceu. O desenvolvimento comercial fez com que o poder econômico da classe mercantil ultrapassasse até o dos samurais. A partir daí surgiu o teatro Kabuki, o mais popular do Japão, como forma de protesto contra as classes dominantes.

     A paz interna e externa fez com que os samurais se dedicassem não mais somente ao treinamento militar, mas também à filosofia, literatura, caligrafia e cerimônia do chá. "Os anos de isolamento fizeram, ainda, com que antigos hábitos fossem preservados. Assim, no século 18, quando os ocidentais voltaram ao Japão encontraram uma sociedade tradicional, diferente até de culturas com as quais os japoneses antes mantinham similaridades, como a chinesa e a coreana".

     Na segunda metade do século 18, a crise econômica fez com que o governo elevasse impostos, o que provocou rebeliões. Quase ao mesmo tempo, aumentaram as pressões externas pela abertura do país. Finalmente, em 1853, os Estados Unidos forçaram o governo Tokugawa a abrir alguns portos para o comércio internacional. O velho Japão estava com os dias contados.

A última dinastia de Xoguns

Foram 14 Tokugawas até 1868, quando a crise interna e a pressão ocidental levaram ao restabelecimento do poder do imperador.

Iemitsu (1623-51)

     Filho de Hidetada, neto de Ieyasu, trasou as diretrizes que nortearam os governantes da dinastia. Ele eliminou algumas das prerrogativas do imperador e limitou o poder dos daimiôs. Expulsou os jesuítas e proibiu os navios estrangeiros de aportar no país, limitando os contatos comerciais a chineses e holandeses. Em 1637, enfrentou uma rebelião de samurais cristãos em Shimabara. Como resultado, mandou assassinar todos os portugueses do país, incluindo os diplomatas em Osaka. Para eliminar de vez o cristianismo, fez com que toda a população se registrasse em templos budistas ou xintoístas.

Tsunayoshi (1680-1709)

     Conhecido como o "xogum cachorro", ele governou durante um dos períodos mais tranquilos de toda a história do país. Tsunayoshi nasceu no ano do cachorro, e um monge lhe disse que ele também havia sido um em uma vida passada. Excêntrico, emitiu vários decretos em defesa desses animais. Entre eles, estabeleceu pena de morte para quem os maltratasse. Também reverteu boa parte dos impostos pagos pela população para garantir uma dieta de arroz e peixe para qualquer vira-lata. Enquanto não se preocupava com seus melhores amigos, levava uma vida de luxos em seu palácio.

Yoshimune (1716-45)

     O oitavo xogum da dinastia Tokugawa é considerado um dos melhores governantes da história do Japão. Realizou uma série de reformas que deram um novo fôlego ao xogunato. Obrigou seus assessores imediatos a estudarem para melhorar suas habilidades literárias e fez com que aprendessem os velhos mandamentos de disciplina dos antigos samurais. Eliminou o estilo de vida suntuoso que marcou seus antepassados diretos para viver com a mesma austeridade de Ieyasu. E, principalmente, adotou métodos eficazes para eliminar a corrupção.

Yoshinobu (1866-68)

     O último xogum só conseguiu, depois de muita luta, assumir o poder em 1866. Dois anos depois, um grupo de samurais descontentes anunciou o golpe que restaurou o poder imperial. Yoshinobu não ofereceu resistência, esperando ocupar algum cargo no novo governo, mas seus conselheiros o recusaram e uma curta guerra civil estourou. As forças imperiais marcharam até Edo, e Yoshinobu finalmente conseguiu fazer com que seus homens se rendessem. Passou o resto da vida sem se envolver em política. Somente em 1902, o velho xogum foi perdoado e recebeu o título de príncipe.

Oda Nobunaga

      Oda Nobunaga (23 de junho de 1534 - 21 de junho de 1582) foi um grande daimyo do período Sengoku da história japonesa. Filho de Oda Nobuhide, um guerreiro de menor importância e poucas terras na provincia de Owari. Nobunaga Oda nasceu em 23 de Junho de 1534 no castelo de Nagoya e foi dado seu nome de infancia de Kippõshi . Sua mãe era Gozen Tsuchida esposa de Nobuhide, fazendo ele ser o primeiro filho legítimo; depois disso, aos dois anos se tornou o dono do castelo de Nagoya. Através da infância e começo da adolescência, ele era muito bem conhecido por seu comportamento bizarro e recebeu o nome de Owari no Ooutsuke (Owari no Ooutsuke = Tolo de Owari).

     Com a introdução de armas do fogo no Japao, entretanto, ele ficou conhecido por seu afeto pelas armas de fogo Tanegashima.

     Ele também era conhecido por correr com outros jovens da área, sem qualquer consideração pela sua própria posição social.

     Nobunaga casou-se com Nõhime, filha de Saitõ Dõsan, por estratégia política; contudo, ela não gerava nenhuma criança e foi considerada estéril. Foi as suas concubinas Kitsuno e a Senhora Saka que geravam seus filhos. Foi Kitsuno que deu à luz o filho mais velho de Nobunaga, Nobutada. O filho de Nobutada, Hidenobu Oda, se tornou o soberano do clã Oda depois das mortes de Nobunaga e Nobutada.

     Nobunaga viveu uma vida de contí­nuas conquistas militares até conquistar quase todo o Japão, quando foi assassinado em 1582.

     No que diz respeito à força militar, os sonhos revolucionários de Nobunaga não somente mudaram a maneira de guerrear-se no Japão, mas também, no processo, criaram uma das forças mais modernas do mundo de sua época. Ele desenvolveu, implementou e expandiu o uso de lanças de longo alcance (anticavalaria), armas de fogo, navios blindados e fortificações de castelos, em perfeito ajuste a batalhas envolvendo grande número de guerreiros, o que era comum à época. Nobunaga também instituiu um sistema de classes guerreiras especializadas escolhendo posições para seus súditos e demais cidadãos sob seu jugo de acordo com suas habilidades, e não somente pelo nome, ranking ou relação familiar que tivessem, como tinha sido feito em períodos históricos anteriores. Seus súditos também ganhavam terras de acordo com a quantidade de arroz que pudessem produzir, não pela extensão de suas terras. Esse sistema de organização, em especial, foi muito utilizado e desenvolvido por seu aliado Tokugawa Ieyasu na formação do xogunato Tokugawa em Edo.

     O domínio e a grande inteligência de Nobunaga não se restringiam ao campo de batalha, pois ele também era um homem de negócios e entendia muito bem tanto os princípios de micro como os de macroeconomia. Primeiro, para modernizar a economia a partir de uma base agrária para atingir uma com base em manufatura e serviços, ele desenvolveu cidades-castelos que vieram a ser tanto os centros como as bases de economias locais. Em áreas sob seu controle, ele também construiu estradas entre essas cidades-castelos, não só com o objetivo de facilitar o comércio, mas também para que pudesse mover seus batalhões através de grandes distâncias em um curto espaço de tempo. O comércio internacional também foi expandido para além da China e da península coreana até à Europa, ao mesmo tempo em que o comércio nambam (bárbaro) com as Filipinas, Sião e a Indonésia também era posto em prática.

     Nobunaga também implantou medidas rakuichi rakuza como meio de estimular o comércio e a economia em geral. Essas políticas aboliram e proibiram monopólios, além de liberalizarem sindicatos, associações e guildas, que antes eram proibidas por serem vistas por Nobunaga como um empecilho ao comércio geral. Ele também desenvolveu isenções de impostos e estabeleceu leis para regular e facilitar empréstimos.

     Ao conquistar o Japão do período Sengoku, Nobunaga acumulou grandes riquezas, gradualmente aumentando seu investimento em arte e cultura, o que sempre lhe tinha interessado. Mais tarde, porém, usou-se delas como mostra de seu poder e prestígio. Construiu vastos jardins e castelos que eram, em si mesmos, grandes obras de arte. Diz-se que o Castelo Azuchi, erigido às bordas do Lago Biwa, é o mais grandioso castelo do Japão, coberto de ouro e estátuas no exterior, e decorado com telas fixas, portas corrediças, paredes e pinturas no teto do lado de dentro feitas por seu sudito Kano Eitoku.

     Nobunaga é lembrado no Japão como um dos personagens mais brutais do período Sengoku. Ele adotou o Cristianismo quando a religião entrou no Japão e a usou como desculpa para perseguir os monges de Ikko. Durante este período, seu súdito e mestre-de-chá Sen no Rikyu criou a cerimónia do chá, que Nobunaga difundiu, originalmente com a intenção de discutir política e negócios. O kabuki moderno também teve seu começo durante esse período, sendo completamente desenvolvido no início do período Edo.

     Pelo fato de Nobunaga ser cristão (seu nome cristão era Jerônimo) e pela insensibilidade com que esmagou os Ikkoshu, conclui-se que ele não tinha o menor respeito pela religião tradicional. Em 1571, chacinou cerca de três mil monges do templo Enryakuji, no monte Hiei, um poderoso núcleo político e religioso do início do período Heian, porque aquele mosteiro o desafiara militarmente. Nobunaga era implacável com todo aquele que lhe fizesse frente, mas não deixava de reconhecer a autoridade imperial, nem a autoridade de outros templos e santuários desde que não pusessem em causa a sua hegemonia.

     A tentativa de Oda Nobunaga para unificar tenka foi suspensa. Em 1582, enquanto ele e os seus companheiros estavam em Honnõ-ji em Kyõto, Nobunaga foi surpreendido e assassinado por Akechi Mitsuhide, um dos seus principais generais, ataque que ficou conhecido como Incidente de Honnõ-ji. Os guerreiros de Nobunaga delegaram em Mitsuhide, que foi destronado dois dias depois por outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi (1536-1598), que lhe sucedeu como o novo tenkajin.

     Uma frase pode resumir o estilo de Oda Nobunaga:"Se o passáro não canta, eu o mato".

     Símbolo do exécito de Oda Nobunaga.

Akechi Mitsuhide

     Akechi Mitsuhide - (2 de julho de 1582), apelidado Jubei Yagyu ou Koretõ Hyuga no Kami era um samurai e general que viveu durante o período Sengoku do Japão feudal.

     Mitsuhide servia ao Daimyo Oda Nobunaga. Fez muitas campanhas vitoriosas em proveito do seu senhor feudal e, depois de muitas humilhações, se revoltou no ano 1582 contra Nobunaga, e o forçou a cometer seppuku.

     Nascido na província Mino, atualmente Prefeitura de Gifu, descendente do clã shugo Toki, Mitsuhide começou a servir Nobunaga após a última conquista da província de Mino, em 1566 e recebeu o feudo Sakamoto (na antiga provínca japonesa de Omi) em 1571. Embora fosse raro que Nobunaga depositasse muita confiança em seus vassalos, ele confiava particularmente em Katsuie Shibata, Hideyoshi Hashiba, e Akechi Mitsuhide. Após ter recebido Sakamoto, Mitsuhide se mudou para pacificar a região de Tamba, derrotando vários clãs, como o Isshiki do Tango.

     Em 1579, Mitsuhide capturou o Castelo Yakami, de Hatano Hideharu, mediante um tratado de paz, o que representou o cumprimento de seus objetivos. Porém, Nobunaga traiu o acordo de paz e executou Hideharu. Isto desagradou á família Hatano e, logo em seguida, vários vassalos de Hideharu assassinaram a mãe (ou tia) de Akechi Mitsuhide. A situação foi desencadeada por uma série de insultos públicos de Nobunaga dirigidos para Mitsuhide, fato que inclusive chamou a atenção de alguns observadores ocidentais. Mitsuhide culpou Nobunaga pela morte de sua mãe e, no Incidente de Honnõ-ji, em 21 de junho de 1582, exigiu a sua vingança.

     Mitsuhide foi responsabilizado pela morte de Oda Nobunaga. Apesar de não o haver executado pessoalmente, ele o fez cometer seppuku devido á traição e ao subsequüente assassinato de sua mãe. Quando Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu souberam do assassinato, ambos se apressaram para serem o primeiro a vingar Nobunaga e assumir seu lugar. Hideyoshi chegou à Mitsuhide mais cedo, e aliados de Mitsuhide, como Hosokawa Fujitaka, o traíram. Ele sobreviveu por 13 dias até que foi derrotado por Hideyoshi na Batalha de Yamazaki.

     Segundo rumores, Mitsuhide foi morto por um camponês armado com uma lança de bambu. Entretanto, também há rumores segundo os quais ele não foi assassinado, mas começou nova vida como um sacerdote de nome Tenkai.

     A Família Akechi foi capaz de rastrear sua genealogia até o clã Toki, e deste até o clã Minamoto. Nota-se que Minamoto Yoritomo trouxe a destruição do clã Taira, da mesma forma Mitsuhide trouxe um fim a Nobunaga que, por sua vez, traça seus ancestrais até o clã Taira

     A espada de Mitsuhide é do estilo Tensho. Na realidade, a espada de Tensho Koshirae foi inicialmente concebido para ser uma réplica da espada do próprio Akechi Mitsuhide.